DA LEITURA LITERÁRIA ÀS CACIMBAS DA BIBLIOTECA INTERIOR (2026)
- Rosiane Xypas

- 7 de abr.
- 1 min de leitura
Rosiane Xypas
INTRODUÇÃO
Pela escuta ou pela leitura, as cacimbas das histórias literárias nos constituem. Elas se encontram no fundo de nós mesmos. Adormecidas? Se sim, como acordá-las para manifestá-las em atos? Ao pensarmos na leitura, entendemos, com Pef (2015), que ler é adormecer o real, deixar o real repousar um pouco. Essa representação da leitura parece estranha, mas o fato de a leitura fazer adormecer o real não seria uma possibilidade de o sujeito-leitor renovar-se, tornar-se um alter-leitor?
Pouco importa se a leitura literária chega de modo natural (família leitora) ou de modo impositivo (na escola pelo mediador), ela é um ato que demanda esforços cognitivos e afetivos da pessoa que lê. Nunca devemos banalizar o ato de ler! Se guardamos a ideia de que a leitura literária faz viajar a pessoa que lê para lugares outros, talvez inimagináveis, entendemos que toda viagem tem fim, e voltamos como outro ao ponto de partida, ou seja, um alter-leitor, uma leitor Outro, diferente.
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